Ser é criar. Mas ser é repetir. O ser cria o ser mas repete-se naquilo que criou. Ser o ser é a corajem de criar sobre o que se eternamente repete, de criar no perigo de APENAS se repetir.
O ser repetido é uma fatalidade do material.Sua essência é conservar-se, e assim desafia a criação.
A criação, por seu turno, é a negação formadora, o que opõe o ser existencial - o unico experimentador do novo, e por isso único entediado - à resistência pétrea do repetente, do ser que se conserva, do material sujeito a ser repetido novamente.
O desespero pela originalidade do novo, só existe no desespero do tédio. Propriamente dito, o tédio é uma perversão da repetição, enquanto incompreendida, um enjôo que delira sobre a novidade.
A relação de incompreensão recíproca do novo e do repetido provoca um novo-ôco, que sobretudo não permanece novo; não permanece novo, isto é, não se conserva como o sendo do ser, justamente pela má compreensão da repetição.
O ovo oco, não gera ovo.
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