A chamada "música antiga" parece correr risco de morrer no caricaturismo. Alguns parecem preocupar-se em formar programas que não fazem mais que afirmar os interesses mais sintomáticos de nossa época. Um deles é fazer dela um museu circense do grotesco e interessante, do aspecto mais cafona do passado; outro exagera o contrário deste: busca no passado um vanguardismo, na verdade inexistente. Como alguém que tem seu rosto deformado por um símile sobredimensionado de sua boca e seu nariz, assim corremos perigo de, submetidos à forças extrínsecas ao cultivo estético, perder de vez a dimensão platônica e sobretemporal da música que culminou em Bach, Haydn e Mozart.
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